Com a pandemia do Covid-19, muitos valores e hábitos mudaram, mas a busca por um mundo mais sustentável se manteve forte. Numa era onde a preservação do meio ambiente é uma pauta discutida, vem surgindo questionamentos sobre em que mundo iremos habitar depois que todo o caos da doença terminar. 

Por mais que a crise econômica influencie diretamente no mercado de energias renováveis, a perspectiva é que haja um crescimento nos próximos anos. Faith Birol, chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), afirmou que o impacto do coronavírus ao redor do mundo e a instabilidade econômica resultante estão dominando as atenções. Ao responder a essas crises interligadas, os governos não devem perder de vista o maior desafio de nossa era: a transição para energia limpa”

O Japão já começou a fazer sua parte, criando um plano que destinará pacotes de verbas às empresas, para que elas consigam se manter mesmo durante a crise. Até agora, já foram direcionados 131,2 trilhões de ienes (R$6,4 trilhões) de apoio para as empresas, turismo doméstico e frentes de sustentabilidade. 

Os investidores já acreditam no potencial das firmas de energias limpas e vêem como um investimento que trará bons retornos. De acordo com Svenja Schulze, ministra do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha, a promoção de energias renováveis ​​pode ser um mecanismo poderoso para a recuperação da economia após a pandemia, criando empregos novos e seguros”

A expectativa é que os governos façam planos para estimular o mercado de energia renovável e fazer com que seu crescimento seja mais rápido. “Investimento em larga escala para impulsionar o desenvolvimento, implementação e integração de tecnologias de energia limpa, como solar, eólica, hidrogênio, baterias e captura de carbono, devem ser parte central de planos dos governos. Isso permitirá tanto o benefício de estimular a economia quanto de acelerar a transição da matriz”, acrescentou Birol

Ainda sobre as energias limpas, Svenja afirmou que “ao mesmo tempo, elas ​​melhoram a qualidade do ar, o que também protege a saúde pública. Ao promovê-las ​​no âmbito dos pacotes de estímulo econômico pós-coronavírus, temos a oportunidade de investir na prosperidade, na saúde e na proteção do clima”.

Independentemente da crise econômica, é essencial que os países se mantenham firmes ao Acordo de Paris e reduzam o avanço do aquecimento global.

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