O café foi plantado no Brasil pela primeira vez no século XVIII, mas só passou a ser produzido em larga escala a partir de 1820, através das exportações. Em 1836 e 1837, a produção de café foi superior à de açúcar, que até então era a principal commodity nacional. Já em 1845, o Brasil era responsável pela colheita de 45% da produção mundial, tornando-se o maior produtor. 

Pelo crescimento da produção cafeeira, o país passou por grandes modernizações. Os altos lucros e necessidades dos produtores possibilitaram a construção de ferrovias, expansão das lavouras e fortalecimento do Porto de Santos. Esse crescimento teve grande impacto socioeconômico pela geração de empregos e proporcionou o acesso a produtos importados.

A cafeicultura brasileira tem força tanto na exportação quanto no consumo interno. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), ele é consumido por 9 entre 10 brasileiros com mais de 15 anos. 

Com os avanços tecnológicos e mudanças das necessidades, o café ganhou adaptações. Pela praticidade, ganhou a versão em cápsulas. Nos supermercados é possível encontrar o produto em pó e em grãos, para quem quer moer em casa. Também virou uma forma de socialização com o surgimento de cafeterias e objeto de estudo daqueles que analisam sabores e aromas. Contudo, independente da forma, ele está presente nas casas de todas as classes sociais brasileiras e segue sendo uma grande fonte de renda. 

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