A bandeira tarifária vermelha patamar 2 para as contas de luz a partir do mês de julho foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso implica em um acréscimo de R$ 9,49 para cada 100 KWh consumido, aumentando em cerca de 8% o valor final da conta. A decisão é decorrente da crise hídrica atual, decorrente da falta de chuvas. O último período de chuvas foi dado como o mais seco nos últimos 91 anos. 

Atualmente, cerca de 65% da matriz energética brasileira vem das hidrelétricas. Felizmente, a porcentagem é bem menor que durante a crise elétrica de 2001, quando a água era responsável por 83,3% da energia produzida no país. O presidente da Aneel, André Pepitone de Nóbrega, afirma que o cenário  “traz bem mais tranquilidade para enfrentar períodos de escassez”.

Ainda assim, a crise afeta o bolso do consumidor. As contas de luz já estavam altas desde o início do ano, e a tendência é que o quadro seja agravado. Para não pagar tão caro, é necessário reduzir drasticamente o consumo de energia, mas, mesmo assim, todos devem se preparar para pagar mais ao final do mês. 

Diante desse cenário, as energias renováveis recebem mais atenção, e a tendência é que muitas pessoas migrem para geração própria de energia. Com a seca, não há outra alternativa a não ser reduzir a dependência das hidrelétricas. 

Após o investimento inicial para adquirir os equipamentos de energia renovável, seja para a solar, eólica ou biomassa, por exemplo, não há outro grande custo. Não demora para que a economia das contas de luz seja maior do que o valor usado inicialmente, e a bandeira tarifária deixe de ser uma grande preocupação.  

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