Pela crise hídrica – consequência de poucas chuvas e baixo volume nos reservatórios de água – as contas de energia do mês de julho virão com a bandeira vermelha 2, que representa o patamar mais alto de cobrança. Isso significa que, a cada 100 quilowatts-hora (kWh), será cobrado um adicional de R$9,49. 

Desde o mês de maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) havia decretado a bandeira vermelha patamar 1, cuja cobrança é de R$6,24 para cada 100 kWh. O novo reajuste representa um aumento de aproximadamente 8% no valor final das contas.

Como o cenário hídrico do país permanece o mesmo, a expectativa é que a bandeira permaneça no patamar 2 até novembro, pois o final do ano geralmente é marcado por períodos mais chuvosos. Enquanto isso, pode ser que a taxa adicional se mantenha a R$9,49 ou, ainda pior, pode sofrer um novo reajuste. Para o mês de agosto, existe a possibilidade que o adicional seja de R$11,50, mas ainda não foi confirmado pela Aneel. 

O aperto no bolso é certo, e o jeito é economizar. Esse aumento tarifário representa uma forma de conscientizar o consumidor sobre a baixa nos reservatórios, e que é necessário reduzir o gasto. 

Apesar do cenário ser negativo, a probabilidade de ocorrer um apagão, como em 2001, é baixa, pois as energias alternativas vêm crescendo no Brasil nos últimos anos. Atualmente, a energia hidráulica representa 64,9% da matriz energética brasileira, enquanto a energia eólica está a 8,6% e a solar a 1%. No período do apagão, a água era responsável por 89,7% da energia produzida no país e, por isso, a seca resultou na falta de energia. 

No cenário atual, a tendência é que a demanda por energias alternativas aumente. Além da redução das contas de luz, o consumidor fica tranquilo que não faltará energia.

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