O aumento das contas de luz, consequência dos reajustes tarifários determinados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), geraram questionamentos dos consumidores. A explicação, em suma, é bem simples, ainda que a situação seja difícil de se reverter. 

Atualmente, o Brasil se encontra em uma crise hídrica, com os níveis dos reservatórios de água extremamente baixos. Como mais de 70% da energia brasileira é gerada pelas hidrelétricas, e elas não conseguem produzir a quantidade suficiente de energia para suprir o país, é necessário usar outras fontes. Diante desse cenário, as termelétricas foram ativadas, e, por serem mais caras, as contas de luz vieram mais altas. 

A crise hídrica está diretamente ligada à escassez das chuvas. Esse fenômeno é consequência das mudanças climáticas que, por sua vez, vêm aumentando com a poluição e desmatamento. Segundo o Map Biomas, foram derrubadas 24 árvores por dia no Brasil em 2020. As árvores são responsáveis por ‘puxar’ a água das camadas mais profundas do solo, e levar até a atmosfera, e por isso o desflorestamento se relaciona diretamente com  a seca. 

Uma vez que a água não tem a mesma disponibilidade que antes, e é difícil prever quando o quadro irá se regularizar, o ideal é fazer a transição para outras energias renováveis. As energias solar e eólica, por exemplo, usam da luz solar e força dos ventos para gerar eletricidade. Ambos os recursos são abundantes e gratuitos, que podem garantir o abastecimento elétrico dos mais diversos tipos de propriedades. 

 

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