O Brasil é um país altamente dependente da energia hidrelétrica, que utiliza o fluxo de rios e os reservatórios de represas para a geração da energia. Quando enfrentamos um período mais seco, com menor incidência de chuvas, estes rios perdem força e as usinas ficam com níveis de água abaixo do necessário para a produção eficiente de energia.

Com isso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) precisam acionar o uso mais intenso de usinas termelétricas, que tem custo de produção por kWh mais elevado, além de serem mais poluentes. Outra opção para suprir a demanda energética da população é a compra de energia de outros países, como Argentina e Uruguai, sendo que esta importação também eleva os custos.

Em 2015, a Aneel criou o sistema de Bandeiras Tarifárias, dividido em 3 níveis – verde, amarelo e vermelho – que estipula um valor extra para cobrança a cada 100 kWh. Este valor é utilizado para cobrir as despesas mais elevadas do sistema de geração e transmissão de energia. Posteriormente, a bandeira vermelha foi dividida em dois níveis, com o nível 2 custando atualmente R$ 9,49 a cada 100 kwh e, em setembro de 2021, a Aneel alterou mais uma vez o sistema de Bandeiras Tarifárias, criando a “bandeira de escassez hídrica”, patamar mais alto de cobrança extra, que adiciona R$ 14,20 na conta a cada 100 kWh consumidos.

A geração de energia limpa e renovável são alternativas importantes para fugir da crise hídrica e reduzir o impacto ambiental. Principalmente no Brasil, país que possui muitas possibilidades e clima favorável para a produção de Energia Eólica ou Solar, por exemplo. 

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